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sábado, 10 de setembro de 2011

A mudança de hospital!

Já há algum tempo que nos tinha sido aconselhado mudarmos o centro de saúde e o hospital para mais perto de casa. Isto de correr para Londres para consultas, análises, etc... começa a pesar-me e por questões práticas e de segurança na hora do parto, quanto mais perto estivermos do hospital melhor ;)
Na passada segunda-feira foi dia de visitar o hospital aqui da zona, explicar o meu caso e tratar do processo de transferência.
Felizmente deparámo-nos com pessoal simpático e disposto a ajudar. Dirigimo-nos à recepção da secção pre-natal, fácilmente encontrada através de todas as indicações disponiveis nos imensos corredores por onde andámos, exposemos a situação e de imediato a gentil recepcionista nos apresenta uma folha para eu colocar alguns detalhes a fim de poder expor a minha situação à "midwife", que a essa hora já estaria de saída mas que me contactaria no dia seguinte.
Estava eu a acabar de escrever os meus detalhes quando me é apresentada a dita "midwife"... após uma curta troca de palavras ela decide receber-nos mesmo nessa altura, para quê fazer-nos voltar no dia seguinte?
Após cerca de uma hora de perguntas, respostas, conselhos, explicações... agradecemos 1000 vezes o facto de nos ter atendido muito depois da sua hora de trabalho... afinal os seus 3 filhos estariam à sua espera em casa, ansiosos por contar à mãe as novidades do primeiro dia de aulas.
Nessa hora ficou marcada uma consulta com os consultantes (um obstetra e um dietista), e a promessa de que em breve seria contactada por uma midwife para marcar uma consulta e teria noticias da marcação da minha ecografia (scan) das 36 semanas, agora necessária devido à minha recente condição médica.
Saimos da secção de pré-natal satisfeitos com o atendimento tão pronto e simpático e perguntámos se poderiamos visitar a secção de partos. Explicaram-nos como chegar lá e disseram que não haveria nenhum problema, logo que as coisas por lá estivessem calmas alguém teria todo o prazer em mostrar-nos as instalações.
Felizmente a paz e a tranquilidade geria aquele lugar. Não se houviam gritos nem mesmo crianças a chorar. Prontamento apareceu alguém para nos conduzir por quartos e salas explicando detalhadamente todo o processo e respondendo pacientemente às nossas dúvidas. Foi uma experiência tranquilizadora... oxalá que no dia "D" tudo esteja tão pacifico como nesta última segunda-feira!

terça-feira, 3 de maio de 2011

No começo do 2º trimestre

Foi no dia 26 de Abril que vimos pela primeira vez o feijãozinho. Escusado será dizer que foi uma emoção tanto para a mãe como para o pai. Foi uma ecografia complicada porque ele/a não paráva de se mexer e a Dra. viu-se e desejou-se para fazer as medições da praxe e verificar se tudo estava bem. Mas ao fim de cerca de 2 horinhas o exame foi dado como normal sem problemas de maior. A próxima será em Julho e eu não vejo a hora de voltar a ver-te!
Felizmente tivemos a sorte de ter uma médica luso-brasileira que nos explicou tudo e foi muito mais fácil para nós entendermos o que se estava a passar e perguntar tudo o que nos vinha à mente. Ela foi super simpática e cuidadosa, um atendimento 5 estrelas que espero poder repetir na próxima ecografia.
Algumas horas antes da ecografia, tivemos consulta com a midwife, também uma experiencia excelente. Mesmo inglesa, foi-nos relativamente fácil entender e interagir com ela dado a sua simpatia e sentido de humor. A sua boa disposição deixou-nos totalmente à vontade e colocar qualquer questão foi fácil e natural.
Nunca tive um bebé em Portugal por isso não sei como as coisas funcionam em detalhe, mas acredito que com certeza estaria a ser seguida por um médico privado e a deixar uma pipa de massa a cada consulta.
Aqui as coisas têm seguido o seu curso natural. Disse à minha médica do centro de saúde que estava grávida e ela tratou da papelada necessária para a marcação da consulta com a midwife no centro de saúde e marcação da ecografia no hospital. Ao fim de alguns dias recebi duas cartas, uma com o dia, hora e local da consulta com a midwife e outra com o dia, hora e local da ecografia. Ambos no mesmo dia mas com cerca de 5 horas de diferença uma da outra... perfeito!
No dia 26 de Abril cheguei a casa tardissimo, cheia de informação para ler, com as 4 primeiras fotos do nosso feijãozinho (2 delas oferecidas), cansada mas com o coração cheio.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mais um post do ano passado!

Em Dezembro, numa qualquer sexta-feira à noite, nem sei ao certo o porquê, o meu estômago decidiu acordar a meio da noite e dizer: "ou vais à casa-de-banho já ou vai ser mesmo aqui e aí quero ver-te a dormir com a cama molhada!" Como pude e não pude lá cambaleei até à sanita e cá vai disto, vomitei o que comi e até o que não comi. Quando tudo me doia e pensava que tinha terminado, "ufa não pode haver mais para vomitar e sinto uma leve sensação de alivio, acho que está na hora de voltar para o quentinho". Já na cama, poucos minutos depois de estar deitada a sensação de que ainda não era desta... e lá fui eu a caminho da sanita...
Uma hora depois o cenário permanecia o mesmo: cama-sanita-alivio-cama-sanita... com o estomago a doer, nada mais para deitar para fora, desidratação à porta... hora de tomar a dura decisão: Vamos ao Hospital!
Vesti o que pude e como pude e lá fomos... já me imaginava a passar a noite na sala de espera com um saco à frente não fosse a coisa apertar, montes de gente a conversar sobre as suas maselas que são sempre piores que as do vizinho.
Mas... o hospital parecia deserto, será que fecharam as urgências - pensei eu - está tudo tão escuro, não se vê ninguém, chega a meter medo!
Entramos na sala de espera, cheia de lugares vazios, dirigimo-nos à recepção e após algumas perguntas mandam-me esperar para ser vista por uma enfermeira.
Acomodei-me e pensei - a noite vai ser longa. Com certeza que irei passar desta para outra sala cheia de gente e apodrecer lá até de madrugada, estava ainda a acabar o meu pensamento e lá chamaram a Maria. Mais perguntas, tensão, perguntas... e finalmente o veredito: "aguarde aqui um bocadinho que eu vou falar com o médico". Ok pensei eu, mas porque não falo eu com o médico?! Ao fim de alguns minutos chegou a enfermeira com um analgésico, um copo de água e o veredito final: neste caso não podemos fazer nada, vá para casa e tente manter-se hidratada... (e desfaça-se em vomito e volte quando estiver morta para fazermos a autópsia e aproveitarmos o que podermos dos seus orgãos mal tratados!) Tomei o medicamento que depressa voltou para fora assim que cheguei a casa, sentei-me na cama com uma bacia e já não me lembro quando consegui adormecer... Quando acordei estava viva e vazia, o que é sempre bom depois de ter sido atropelada por um camião.
Moral da história? Descobri o segredo das urgências vazias, se os médicos portugueses descobrem não querem outra coisa!