terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mais um post do ano passado!

Em Dezembro, numa qualquer sexta-feira à noite, nem sei ao certo o porquê, o meu estômago decidiu acordar a meio da noite e dizer: "ou vais à casa-de-banho já ou vai ser mesmo aqui e aí quero ver-te a dormir com a cama molhada!" Como pude e não pude lá cambaleei até à sanita e cá vai disto, vomitei o que comi e até o que não comi. Quando tudo me doia e pensava que tinha terminado, "ufa não pode haver mais para vomitar e sinto uma leve sensação de alivio, acho que está na hora de voltar para o quentinho". Já na cama, poucos minutos depois de estar deitada a sensação de que ainda não era desta... e lá fui eu a caminho da sanita...
Uma hora depois o cenário permanecia o mesmo: cama-sanita-alivio-cama-sanita... com o estomago a doer, nada mais para deitar para fora, desidratação à porta... hora de tomar a dura decisão: Vamos ao Hospital!
Vesti o que pude e como pude e lá fomos... já me imaginava a passar a noite na sala de espera com um saco à frente não fosse a coisa apertar, montes de gente a conversar sobre as suas maselas que são sempre piores que as do vizinho.
Mas... o hospital parecia deserto, será que fecharam as urgências - pensei eu - está tudo tão escuro, não se vê ninguém, chega a meter medo!
Entramos na sala de espera, cheia de lugares vazios, dirigimo-nos à recepção e após algumas perguntas mandam-me esperar para ser vista por uma enfermeira.
Acomodei-me e pensei - a noite vai ser longa. Com certeza que irei passar desta para outra sala cheia de gente e apodrecer lá até de madrugada, estava ainda a acabar o meu pensamento e lá chamaram a Maria. Mais perguntas, tensão, perguntas... e finalmente o veredito: "aguarde aqui um bocadinho que eu vou falar com o médico". Ok pensei eu, mas porque não falo eu com o médico?! Ao fim de alguns minutos chegou a enfermeira com um analgésico, um copo de água e o veredito final: neste caso não podemos fazer nada, vá para casa e tente manter-se hidratada... (e desfaça-se em vomito e volte quando estiver morta para fazermos a autópsia e aproveitarmos o que podermos dos seus orgãos mal tratados!) Tomei o medicamento que depressa voltou para fora assim que cheguei a casa, sentei-me na cama com uma bacia e já não me lembro quando consegui adormecer... Quando acordei estava viva e vazia, o que é sempre bom depois de ter sido atropelada por um camião.
Moral da história? Descobri o segredo das urgências vazias, se os médicos portugueses descobrem não querem outra coisa!

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