terça-feira, 17 de maio de 2011

Ao regresso!

Após umas mini-férias repartidas entre Lisboa e Famalicão fica a certeza de que o tempo não chegou a nada e a saudade permanece acesa.
Possivelmente não haverão mais viagens a Portugal este ano. Afinal há uma barriguinha para cuidar...
Com o regresso a UK torna-se inevitável o regresso ao trabalho. E com a quebra da mudança de casa e o inicio da gravidez que me deixou com energias baixas, há muito para fazer, acabar e organizar... é hora de deixar as desculpas de lado e colocar as mãos na massa!
Vamo-nos "vendo" por aqui, num ambiente a cheirar a Verão e a lembrar os gelados sortidos que o meu avô me comprava no café Central em Almada... bons velhos tempos de liberdade!

terça-feira, 3 de maio de 2011

O regresso promete...

Uma vez que já não estou a viver em Londres e sim em Kent, The Garden of England, o actual layout do blog está totalmente desactualizado. Pelo que fica prometido que no regresso deste "mini-break" um novo layout vai ser pensado e o Bloco de Notas vai ter nova capa! Fiquem por perto ;o).

Um merecido descanso.

Nesta próxima quinta-feira vamos finalmente voar até Portugal. Esta semana de férias vem mesmo a calhar para relaxar um pouco e refrescar as ideias.
As últimas semanas, senão meses, têm sido fatigantes. Finalmente a casa está arrumada. Aos poucos vamos comprando mais uma ou outra peça de mobiliário que faz falta, mais um elemento decorativo, umas sementes para o jardim... mas o principal está em ordem.
Amanhã é tempo de fazer as malas e deixar para trás o stress que nos tem acompanhado nos últimos tempos.
Sem saber muito bem o clima que me espera, fico na dúvida do que havemos de levar. Mais mangas curtas ou mangas compridas? Com o corpo a mudar a roupa vai ficando mais apertada e a escolha dos trapinhos para colocar na mala torna-se mais dificil e condicionada. Acho que ainda vou precisar de fazer umas mini-comprinhas antes de ir!!!!
* photo from Loes

No começo do 2º trimestre

Foi no dia 26 de Abril que vimos pela primeira vez o feijãozinho. Escusado será dizer que foi uma emoção tanto para a mãe como para o pai. Foi uma ecografia complicada porque ele/a não paráva de se mexer e a Dra. viu-se e desejou-se para fazer as medições da praxe e verificar se tudo estava bem. Mas ao fim de cerca de 2 horinhas o exame foi dado como normal sem problemas de maior. A próxima será em Julho e eu não vejo a hora de voltar a ver-te!
Felizmente tivemos a sorte de ter uma médica luso-brasileira que nos explicou tudo e foi muito mais fácil para nós entendermos o que se estava a passar e perguntar tudo o que nos vinha à mente. Ela foi super simpática e cuidadosa, um atendimento 5 estrelas que espero poder repetir na próxima ecografia.
Algumas horas antes da ecografia, tivemos consulta com a midwife, também uma experiencia excelente. Mesmo inglesa, foi-nos relativamente fácil entender e interagir com ela dado a sua simpatia e sentido de humor. A sua boa disposição deixou-nos totalmente à vontade e colocar qualquer questão foi fácil e natural.
Nunca tive um bebé em Portugal por isso não sei como as coisas funcionam em detalhe, mas acredito que com certeza estaria a ser seguida por um médico privado e a deixar uma pipa de massa a cada consulta.
Aqui as coisas têm seguido o seu curso natural. Disse à minha médica do centro de saúde que estava grávida e ela tratou da papelada necessária para a marcação da consulta com a midwife no centro de saúde e marcação da ecografia no hospital. Ao fim de alguns dias recebi duas cartas, uma com o dia, hora e local da consulta com a midwife e outra com o dia, hora e local da ecografia. Ambos no mesmo dia mas com cerca de 5 horas de diferença uma da outra... perfeito!
No dia 26 de Abril cheguei a casa tardissimo, cheia de informação para ler, com as 4 primeiras fotos do nosso feijãozinho (2 delas oferecidas), cansada mas com o coração cheio.

sábado, 16 de abril de 2011

Entregue aos sabores da cozinha...

Tenho de admitir que isto de mudar de casa cansa. Nos ultimos dias para além de desempacotar, limpar e organizar pouco tenho feito mais. O corpo não permite e já se queixa. Dores de costas e de rins são o prato do dia e se juntarmos a isso a barriguinha a crescer e o cansaço natural de um corpo a mudar... hoje foi dia de parar. Esquecer o que ainda está em sacos, não pensar no que há para aspirar e na roupa para lavar e passar e simplesmente não fazer nada. Apenas aproveitar a internet que felizmente não demorou muito a ser colocada, ler um livro, ver um pouco de televisão e não sair do sofá a menos que seja para a cama. É assim quando o corpo dá um sinal de que se está a abusar, tem de ser assim se queremos evitar o pior.
É-me ainda dificil descobrir quando realmente se abusa ou não, tarefas triviais parecem hoje merecer um esforço sobre-humano.
Por isso é dia de repouso e de descobrir novos sabores. Encantada que ando com a minha nova cozinha, fluinda, iluminada e organizada. Apetece-me fazer pratos apetitosos, doces e compotas, bolos e bolachinhas... até sopas tenho vontade de fazer. E se hoje o corpo não permite é tempo de recolher receitas para as pôr em prática assim que as pernas estiverem mais fortes e as costas menos duridas. Pode ser culpa da cozinha ou de Nicky Pellegrino, a autora do livro que estou a ler e que me aguça o apetite para a cozinha sempre que leio as histórias contadas por ela. Cada vez gosto mais de pizzas italianas e pastas e menos de sandes de supermercado. É dificil acreditar que existe realmente uma cozinha tradicional inglesa quando não se vê os ingleses fazer comida, nem mesmo sentarem-se e comerem algo preparado por eles que demore mais de 30 minutos. É dificil acreditar quando se ouve dizer que não se sabe o que se fazer ao loureiro que não pára de crescer no jardim da casa... Menos ketchup e maionese e mais loureiro, salsa e coentros... já dava um bom principio para se comer algo com sabores diferentes, não vos parece?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vamos traçar um plano.

Hoje é dia de ir ao médico e traçar um plano para te receber.

Uma Casa, mesmo casa.

Sim não é um apartamento, um quarto, um andar.... É uma CASA com pequeno jardim só nosso, sem ouvir os saltos dos vizinhos de cima, nem os gritos dos vizinhos de baixo. Sem ouvir a água do autoclismo quando não somos nós a puxar, portas a bater, pésudos a descer as escadas que mais parece que vão deitar a casa abaixo... Estou a adorar a "nossa" nova casa, não é perfeita mas é só para nós!!!!
Mas as chatices ainda não acabaram, temos moradas a mudar (telefones, seguro, carro, registo de actividade, contas bancárias...), registar num novo centro de saúde, novo dentista, oftalmologista, veterinário, novo council logo novas taxas. Mudar de casa, principalmente mudar de área de residência é uma autêntica dor de cabeça!