sábado, 21 de maio de 2011

Os sonhos ainda não pagam impostos.

É a minha sorte porque é algo que não me canso de fazer. 
Um dia vou comprar uma casa em Sintra, quase a cair de podre. Nela vou criar dois quartos, uma sala comum ligada à cozinha e uma casa de banho completa. Vou pintá-la de branco. Plantar lindas flores no pequeno jardim situado nas traseiras, comprar uma mesa e algumas cadeiras. Vou colocar portadas em madeira ripada pintada de branco. A porta será em madeira pintada de amarelo, com uma linda buganvilia cor-de-rosa forte do seu lado esquerdo. No pátio da entrada plantarei uma Oliveira e no jardim das traseiras dois Limoeiros. Um caminho de pedra levar-me-á das portas envidraçadas da sala a um pequeno anexo em madeira onde ficará o meu espaço de trabalho. Um dia... quem sabe...

Um detalhe marroquino.

Dois meninos destes na minha sala ficavam a matar. Só preciso de decidir cores:

Amarelo + laranja
Amarelo + verde
Amarelo +  azul
Apetece ter todos...!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Francesinha boa, procura-se!!!!

A Francesinha que eu não pude comer nesta minha ida a Portugal não me sai da cabeça. Quem manda arrancar dentes em tempo de férias!!! Se alguém souber onde se come uma Francesinha BOA, mas mesmo BOA, aqui em UK avisem com alguma urgência por favor!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Estou a precisar de fazer qualquer coisa... não sei é o quê...

hummm... talvez o almoço!

Que bem que se está aqui!

É certo que ninguém trabalha para aquecer e eu não sou excepção. Mas quando o trabalho se confundo com um hobbie, quando sabe bem estar neste pequeno espaço a imaginar o que criar a seguir... não custa tanto levantar e arregassar as mangas, o dificil é sempre começar.
E foi ontem que decidi recomeçar a dar ao pedal na minha maquineta e que bem que se está neste pequeno espacinho só meu.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meus amigos, meus amores.

Quando vou a Portugal uma das coisas que não levo e que trago sempre são livros.
Aproveito para encher um pouco as prateleiras de livros para ler nos próximos 4 a 6 meses.
Desta feita o meu destaque vai para um escritor Francês, Marc Levy, que ainda não tinha cruzado na minha vida mas agora que nos encontrámos já fiquei fã.
Dos seus vários livros, o que me acompanhou na viagem de regresso foi "Meus amigos, meus amores".
Está ainda na minha mesa de cabeceira mas cheira-me que por pouco mais tempo. É daqueles que me doi a separação sempre que, por este ou aquele motivo, tenho de interromper a leitura.
Pois é Levy, parece que este vai ser o primeiro dos outros todos que vou ler teus!

terça-feira, 17 de maio de 2011

O meu país...

Foi com tristeza que nesta breve visita a Portugal me deparei com tanta falta de esperança e quase desespero no povo Português. Quando até quem tem trabalho me pergunta como estão as coisas aqui e colocam a hipotese de emigrar, arrepia-me. Mesmo eu, sempre optimista e procurando manter a positividade em tudo o que faço e enfrento na vida, fico sem palavras.
Emigrar não é fácil. É dificil virar as costas à familia, aos amigos, aos locais que já conhecemos, ao Sr. José do café, à D. Maria da charcutaria. É dificil chegar a uma cidade imensamente maior do que a maior cidade Portuguesa, olhar para o mapa do metro como um burro para um palácio. É dificil pedir um café - Mas quer com leite? 1 ou 2 shots? Grande ou Pequeno? - oh meus amigos um café é um café!!!! Quem não fala Inglês na perfeição mas arranha está com sorte... no fundo não é muito diferente de grande percentagem dos habitantes de Londres que também vão arranhando com convicção para parecer que são fluentes. Quem não percebe inglês a coisa piora mas também não é dramático porque centros de saúde, "finanças", centros de emprego... todos estão preparados para solicitar tradutores sempre que necessário.
Porém é dificil estarmos por nosso conta e risco e o ideal é emigrar para algum país onde tenham alguém conhecido que vos possa apoiar nos primeiros tempo. Ninguém vive só!
Quem já está em Inglaterra há muitos anos vai dizendo que já foi mais fácil arranjar emprego. Porém, quem tem alguns conhecimentos da lingua e queira trabalhar, consegue, talvez não no emprego dos seus sonhos mas talvez a ganhar mais do que algum dia ganhou em Portugal.
Em todo o caso é bom ter em mente que o estilo de vida em Londres é diferente. Aqui são poucos os que compram casa, normalmente alugam. São poucos os que vivem em grandes mansões, normalmente um quarto, ou uma casa dividida com amigos, ou um studio... são optimas opções numa cidade onde as rendas são elevadissimas.
A sugestão que dou é: quem tem emprego pago a tempo e horas e consiga fazer face às despesas essenciais em Portugal, não deixe o conforto de conhecer o dono do café, de ir ao fim-de-semana "roubar" um almocinho aos pais, de sentir a areia debaixo dos pés cheirando a brisa do mar num dia solarengo de Inverno.
Se decidirem vir, saiam com coragem de enfrentar um mundo diferente, carregado de dificuldades e surpresas. E saiam com muita esperança, sem ela tudo fica muito mais dificil!